Quando assisto a filmes e séries em que pessoas perdem a memória, não sabem onde estão, não lembram seu próprio nome nem o das pessoas que amam, percebo que junto com as lembranças se vão também a identidade e o senso de pertencimento.
Tudo o que foi construído parece, naquele momento, nem sequer ter existido.
Nossas lembranças nos constituem, elas marcam nossa história. São elas que nos conectam com o mundo ao redor e dão sentido ao presente, ao que se vive aqui e agora. Com as memórias, posso recordar o que é importante e me deixar ser afetada, é assim que damos peso e significado às nossas experiências.
Isso nos faz refletir sobre a importância da memória. A neurociência nos ajuda a entender que ela se constitui pela forma como adquirimos, guardamos e evocamos informações relevantes.
Existem diversos tipos de memória, seletiva, sustentada, implícita, explícita, semântica, de curto prazo, de longo prazo, de procedimento, entre outras, e cada uma cumpre um papel próprio na nossa forma de existir no mundo.
Cada memória nos lembra que, sem elas, não conseguiríamos evoluir, aprender, nos organizar ou tomar decisões. Nossas memórias criam e recriam nosso passado e presente, ajudando-nos a caminhar em constante transformação e consolidação do nosso eu.

Texto por: Flavia Fauquet – CRP 06/104402